Uma Breve História de Barão

 

Na época da fundação de Campinas, em 1.799, foram instalados, entre o Ribeirão Quilombo e a Estrada de Goiás (atual Rodovia Campinas Mogi Mirim) diversos engenhos de propriedade do Brigadeiro Luiz Antônio de Souza, nas sesmarias obtidas por sua família.

Parte de uma destas sesmarias, que depois viria a ser conhecida como Fazenda Santa Genebra, foi adquirida em 1.850 pela família do Marques de Valença, e posteriormente herdada por seu filho mais novo, Geraldo Maria Ribeiro de Souza Rezende, que se instalou no local em 1.876.

A fazenda, anteriormente destinada à cultura da cana, teve sua primeira plantação de café em 1.852 e lá por 1.900 já estava completamente transformada para este plantio.

Geraldo de Rezende, Barão a partir de 1.889, casou-se com Maria Amélia, filha do conselheiro e desembargador Albino José Barbosa de Oliveira, proprietário de outra enorme gleba de terras, posteriormente conhecida como Fazenda Rio das Pedras. Ele alforriou os escravos e empregou em suas terras os primeiros imigrantes alemães, dando início à transição da escravidão para a mão de obra imigrante na região.

A inauguração , em 18 de setembro de 1899, da Estrada de Ferro Funilense, financiada pelo Barão Geraldo de Rezende e construída para ligar Campinas ao Núcleo Colonial Campos Salles, atual Cosmópolis, foi um marco importante pois aí deu-se início ao núcleo fundador do bairro que ficou conhecido como Barão Geraldo. Ao lado da estação da Funilense foi construída a capela de Santa Izabel (onde hoje funciona a agência do Banco Banespa) e instalada uma “venda” para atender às famílias que trabalhavam nas fazendas.
Algumas famílias de colonos instalaram-se em local então conhecido como Xadrez, onde é hoje a Vila Santa Izabel. Com o aumento populacional este local passou a ser chamado de Colônia do Xadrez.

A partir de 1900 começa a transformação do status dos lavradores de meeiros ou parceiros para o de pequenos proprietários, e da monocultura de café para a policultura e o fortalecimento do pequeno comércio.

O poder político passa para as mãos de lideranças como a de José Pedro de Oliveira, que em 1.918 assume, com a esposa Jandyra, a Fazenda Santa Genebra. Ainda na década de 20, Albino José Barbosa de Oliveira assume a Fazenda Rio das Pedras.

O início da urbanização data da década de 40 com a instalação da Rhodia na Fazenda São Francisco e o loteamento do sítio de Agostinho Páttaro.

A industrialização leva a novos loteamentos e o casamento entre os moradores antigos, lavradores, e os novos, de vocação urbano-industrial.

Em 30 de setembro de 1.953, graças ao trabalho da Comissão Representativa de Cidadãos, Barão Geraldo é elevado à categoria de Distrito, através de decreto-lei assinado pelo Governador Estadual Lucas Nogueira Garcês.

A partir de 1.966, com a inauguração da UNICAMP, ocorre um intenso processo de parcelamento de solo para fins urbanos e uma grande diversificação dos moradores de Barão. No mesmo ano dá entrada na Assembléia Legislativa o primeiro pedido oficial de emancipação. Outros 20 pedidos semelhantes apareceriam.

Hoje , com cerca de 67 quilômetros quadrados de área, o distrito reúne pequenas hortas e chácaras, grandes propriedades com cultura de açúcar, a maior mata em área urbana de Campinas (Mata Santa Genebra), grandes centros tecnológicos, universidades, hospitais e uma imagem de periferia nobre, onde ainda se encontra o sossego e a proximidade com a natureza, tão ambicionada nas grandes cidades.


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